Havia um requeijão sozinho, abandonado no frigorífico. Sem destino certo, sem futuro à vista. Triste e solitário. Até que vi uma receita maravilhosa, num blogue que adoro, e decidi adaptar (uma vez mais!) aos gostos cá de casa. Adoramos bolos de laranja, limão, tangerina, de belos e sumarentos citrinos que fornecer a sua casca (replecta de óleos perfumados) e o seu sumo. E porque não juntar todos? Reunir o melhor de cada um, num único bolo?!
E assim foi… e assim nasceu um bolo simples, delicioso, com uma textura que faz lembrar as pequenas queijadinhas… um bolo a repetir sem dúvida!
Tenho um enorme trauma com dentistas. Usei aparelho de correcção dentária durante 3 anos, na minha adolescência, e não foi o facto de gozarem comigo (mais conhecido como bullying, nos tempos que correm) que conduziu ao trauma, mas sim a minha dentista. Seria possível eu ter ido parar numa dentista mais “massa bruta” que aquela?! Acho que não. Estava destinado, e assim sofri durante três longos anos à sua mercê. E foi tudo tão doloroso para mim que durante muitos anos (mais do que me orgulho de dizer!), menosprezei as idas ao dentista, recusava-me a colocar os pés num novamente durante muito, muito tempo!
Mas, os malvados dentes do siso tinham que aparecer! E tornou-se inevitável… mas encontrei uma médica de sonho, tive a sorte de encontrar a Dra. Sara que é capaz de arrancar dentes sem darmos por ela sequer! Acreditem no que vos digo. Sentei-me na cadeira, ela deu-me uma anestesia real (em que eu não sentia nada de nada!) e 2 minutos depois dizia-me que o primeiro dente já tinha saído, e perguntava se eu estava preparada para o segundo! Claro que estava caramba! Que sonho!
A recuperação do processo já não foi tão fácil. Foram muitos dias a líquidos apenas, a comer sopas frias, puré de batata frio com carne picada fria, muitos sumos e gelados, e ainda assim as dores demoraram muito a passar. E o creme de espinafres foi um dos meus melhores companheiros! Gosto muito de sopas e cremes com espinafres, porque além de ficaram deliciosos, este legume tem tantos, mas tantos bons nutrientes… é incrível! Então, como eu não podia comer muitas coisas, tentei fazer um creme cheio de legumes do bem, de coisas boas para me ajudarem a recuperar… e cá está ele!
Antes de mais vou já pedir desculpa à pessoa que inspirou esta receita. Porquê?! Porque há vários meses atrás vi algures uma receita de feijoada de argolas de lulas e peguei no meu caderninho, e comecei a rabiscar alguns ingredientes: argolas do mar, feijão, linguiça, tomate. Ingredientes base para uma bela feijoada do mar. Porém este rabisco ficou esquecido até há semana passada, altura em que resolvi pegar na ideia e reproduzir a minha próxima feijoada! Por isso peço imenso desculpa. Não faço ideia de onde veio esta ideia (face a redondância!), apenas sei que foi ótima e ficou uma feijoada bem saborosa.
E tal como eu me inspirei, também vocês se podem inspirar, criando as vossas próprias feijoadas, as vossas próprias receitas a partir de outras. Porque cozinhar é mesmo assim, é ser inventor, é inovar, é procurar sempre dar o nosso cunho, na cozinha e na vida! E assim vos deixo com uma feijoada deliciosa, perfeita para estes meses bem frios que se avizinham… a verdadeira comida de conforto!
Os pastéis de nata são uma das mais tradicionais e populares especialidades da doçaria portuguesa. No final do século XVII vários conventos e mosteiros de Portugal produziram uma gama diversa de pastelaria e doçaria à base de ovo, utilizando as sobras das claras de ovo utilizadas na lavagem de roupa e no processo de produção de vinho.
Com a expulsão das ordens religiosas e o encerramento de muitos conventos e mosteiros no rescaldo da Revolução Liberal de 1820, esta receita saiu dos conventos e tornou-se um ex libris da doçaria portuguesa. Desde então, clientes locais e visitantes provam estes deliciosos pastéis polvilhados com canela e açúcar em pó, acabados de sair do forno.
O número de casas especializadas em pastéis de nata no Porto tem vindo a aumentar e eu, como boa apreciadora desta iguaria, tenho ido experimentar algumas delas, registando sempre a minha opinião na Zomato. Já visitamos a Manteigaria (uma fusão com a Delta Q), a Fábrica do Pastel de Nata e a Nata Lisboa… e a saga continua!
E assim ocorreu-me que, já há muito tempo, que não fazia um pastel de nata gigante (porque a minha preguiça é maior ainda… e untar dúzias de formas dá muito trabalho!). Coloquei então mãos à obra e fiz uma versão mais fiel ao seu nome, uma versão com natas. Mas existe já uma versão “tradicional” de Pastel de Nata aqui no blogue, igualmente deliciosa…
Cá em casa tentamos gerir bem as refeições da semana, procuramos sempre ter alguma programação, para que se poupe tempo e trabalho que o tempo é escasso e chegamos a casa já muito cansados… por isso quando vamos ao talho já pensamos em vários pratos em simultâneo. Trazemos quase sempre carne picada, mas não a carne de exposição! Pedimos sempre 1 kg de carne de novilho (com pouca gordura) e pedimos para picar e, depois em casa, é feita a divisão. Retiramos cerca de 300-400 gramas para fazer uns hambúrgueres (para emergências!) e a restante serva um belo Chilli de Carne, umas Almôndegas com Molho de Tomate, uma Tarte Bolonhesa, ou um Esparguete à Bolonhesa, como aconteceu na semana passada.
Uma refeição simples, rápida e perfeita para a correria da semana, que continua a ser muito reconfortante, e a que todos recorremos frequentemente, seja por ser deliciosa, seja por ser económica e muito rápida de preparar. E esta é a minha versão!
Às vezes sabe bem um petisco… algo simples e prático para comer sentado no sofá enquanto assistimos uma série, um filme… e saltar a hora do jantar! Quem nunca?! Semana passada esse foi o cenário cá em casa: um prato de camarões panados, uma Sommersby de amora na outra mão e um filme maravilhoso… A Bela e o Monstro, com Emma Watson, para recordar a infância, os belos tempos de criança, inocente e sem responsabilidades… e aquele que é o filme favorito da Disney para a minha mãe.
Com o Inverno à porta a única coisa que nos resta fazer (além de suspirar pelo Verão…) é preparar coisas boas para acompanharem o chá/café da tarde, para nos deliciarmos no quentinho da cozinha, enquanto folheamos um livro de culinária e nos inspiramos para aquilo que será o jantar… e estas queijadinhas desempenham esse papel na perfeição! Podem também polvilhá-las com canela e açúcar em pó para dar um toque extra.
Gosto bastante do Halloween bem sabem… não porque goste de andar por aí mascarada a bater às portas em troca de doçuras ou travessuras, mas porque adoro fazer doces e salgados relacionados com o tema. Divirto-me imenso a pensar no que fazer, a executar e decorar cada receita… e essa é para mim a melhor parte!
Também gosto bastante de ver as crianças felizes a correrem pelas ruas, de olhos brilhantes, mascarados de bruxas, vampiros e outros seres sobrenaturais, em busca de guloseimas. Lembra-me sempre que, quando eu era criança, podia correr livremente pelas ruas (durante todo o ano!) sem restrições, podia ser criança, ser livre e, infelizmente, agora não é bem assim. Por isso ainda bem que estamos a adoptar esta época, as nossas crianças merecem dias assim. E eu mereço ter guloseimas assustadoras para provar… e partilhar convosco!
O tempo passa a voar… faz hoje 6 anos que me sentei diante de um computador, com muito poucos conhecimentos sobre culinária, e decidi arriscar, decidi criar um espaço para partilhar, para guardar as nossas receitas favoritas, para interagir com outras pessoas, que também adoram cozinhar!
Faz hoje 6 anos que este cantinho surgiu, bem diferente do que é hoje, sem dúvida! Contínua a ser um espaço de partilha claro! Um espaço onde todas as receitas publicadas são feitas com amor, as receitas funcionam, foram testadas e aprovadas… caso contrário não estariam aqui! Os valores mantém-se, mas a imagem mudou muito ao longo dos anos… os meus conhecimentos, as técnicas, as experiências mudaram. Foram anos de muitos altos e baixos, de muitas conquistas, de muitos desafios… e foram maravilhosos!
Hoje, para celebrarmos juntos mais um aniversário, trago-vos um bolo de chocolate bem simples, mas bem diferente também… mal lerem os ingredientes vão pensar que enlouqueci! Mas não, calma e muito confiança! Porque este é o bolo mais fofinho que já alguma vez comi… e melhor de tudo, este bolo aguenta muito tempo, ou seja, 2 ou 3 dias após ele continua tão fofinho como no primeiro dia, e isso é simplesmente maravilhoso, pelo menos para mim! Então iremos ter algumas variações deste bolo aqui no blogue de certeza!
Às vezes sabe bem preparar receitas simples, sem grandes ingredientes, métodos, sem demorar grande tempo… e esta salada é assim, bem simples e rápida, mas deliciosa! É uma pequena adaptação da típica salada italiana, porque substitui o habitual queijo mozzarella pelo queijo fresco e fica uma delícia! É a prova também de que nem sempre precisamos de ir comprar ingredientes de propósito para esta ou aquela receita, podemos (e devemos!) aproveitar os ingredientes que temos no frigorífico, na despensa, porque afinal a magia de cozinhar é mesmo essa… é pegar numa receita e adaptar aos nossos gostos, às nossas possibilidades, e torná-la mais especial ainda.